Lombalgia é geralmente definida como dor, tensão muscular ou rigidez localizada abaixo da margem costal e acima das dobras glúteas, com ou sem dor na perna (ciática). A Sociedade Brasileira de Reumatologia afirma que a lombalgia é a segunda causa mais comum de consultas médicas gerais, só perdendo para o resfriado comum. Afeta de 70% a 80% da população adulta em algum momento da vida, na maioria das vezes nos adultos jovens, em fase ativa.

A recidiva para aqueles com dor aguda é grande: mais de 60%, sofrerão uma nova crise em 1 ano. A taxa de crescimento da dor lombar é 14 vezes maior que o crescimento da população.

A dor lombar pode ser causada por uma série de fatores que são classificados em específicos ou não específicos. De acordo com Associação Médica Brasileira no atendimento primário por médicos não-especialistas somente em 15% das lombalgias, se encontra uma causa específica.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco que podem desencadear a lombalgia são, principalmente, torções musculares, ocasionadas por sobrecarga excessiva, ao levantar mais peso do que a pessoa consegue na academia, por exemplo, ao carregar muito peso, empurrando armários, enfim, atividades corriqueiras que causem sobrecarga nas articulações da coluna e das vértebras.

Causas

Frequentemente, o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, se deitar, se abaixar no chão ou carregar algum objeto pesado. Outras vezes, a lombalgia pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até problemas emocionais.

Tratamento da Lombalgia

Embora a lombalgia aguda melhore espontaneamente ao longo do tempo, uma variedade de intervenções terapêuticas estão disponíveis, tais como: analgésicos, anti-inflamatórios, corticoides e relaxantes musculares. O principal objetivo do tratamento da dor lombar aguda é aliviar a dor, melhorar a habilidade funcional e prevenir recorrência e cronicidade.

Para tal há um consenso geral de que exercícios são benéficos na reabilitação da lombalgia. O exercício diminui a dor em pessoas que apresentam dor lombar não específica e crônica quando utilizado sozinho ou como parte de um tratamento multidisciplinar, sendo os efeitos maiores nos indivíduos com maior incapacidade.

Um estudo feito pelos pesquisadores (Hayden, Van Tulder, Malmivaara e Koes, 2005) com 61 ensaios clínicos revelou que a terapia por exercício físico é tão ou mais efetiva que outros tratamentos conservadores para diminuir a dor e melhorar a função de pessoas com lombalgia crônica.

A prática regular de atividades físicas como Pilates, musculação e caminhada favorece o alívio dos sintomas da dor lombar. Muitas pessoas têm dúvidas se é ou não aconselhável praticar exercícios físicos para dores nas costas.

Mesmo com o relato de desconforto de quem sofre com a dor lombar durante a prática, manter-se fisicamente ativo propicia uma recuperação mais rápida e menos propensão à depressão.

A prática regular de exercícios físicos para dores nas costas não somente alivia os desconfortos de quem sofre com a lombalgia, mas também previne o problema em quem ainda não foi afetado. Exercícios específicos ajudam a fortalecer a musculatura, aumentando a sustentação do corpo, diminuindo o risco de lesões e melhorando a postura.

Como vimos o exercício pode ser usado como ferramenta no tratamento da dor e das fraquezas que causam a lombalgia. Entretanto, procure sempre um médico para realizar uma boa avaliação do quadro clínico antes de iniciar qualquer tratamento.

Hayden, Van Tulder, Malmivaara e Koes, Exercise therapy for treatment of non-specific low back pain, 2005.

Abenhaimet al; The role of activity in the therapeutic management of back pain. Report of the International Paris Task Force on Back Pain, 2000.